EXPEDIENTE |  CONTATO |  HOME  



PUBLICIDADE

Postado por Gustavo Melo | 11/02/10 - 11:45

Carnaval à vista

O Mangue

Clique para ampliarQue Atlântida que nada! O continente perdido está escondido sob um canal de águas não muito límpidas – aliás, nem um pouco límpidas. É o nosso bom e velho mangue, que a cada carnaval recebe novos habitantes, fantasias e adereços. Ali, sob a negra camada de dejetos da região central do Rio de Janeiro, há de surgir uma nova civilização carnavalizante.

Diz a lenda que ali existe toda uma leva de excluídos, que no fim dos tempos irá submergir e flutuar em desfile pelo canal enquanto o céu se encher de fogo e enxofre do Juízo Final. A porta-bandeira que nunca desfilou, o integrante da comissão de frente que foi expulso pelo presidente, a baiana que se desequilibrou em seu rodopio desastrado, a escultura que foi jogada às águas, a fantasia que afundou, o diretor chato que ali boiou, o destaque que por lá nadou... Todos jazem no canal esperando a profecia ser cumprida. Um dia eles hão de despertar. E vão despertar!


O Monstro do Mangue

E dizem mais: sob as bênçãos de Hades, o Deus do mundo dos Mortos, renascerão em oferendas monstros que de vez em quando tiram uma folga do seu confinamento de ser do esgoto e resolvem brincar o carnaval. Duvidam? Imagens comprovam a teoria de que seres mutantes já preparam a invasão há muitos carnavais...


Clique para ampliar



Clique para ampliar



Clique para ampliar



Clique para ampliar




Teu Passado te Condena... ao Mangue

Se estivéssemos no País das Maravilhas, a ordem seria: “Cortem as cabeças!”. Mas no reino da concentração submersa, a ordem é: joguem no Mangue!!!!

Assim foi com a Grande Rio em 1996. A escola sofreu para botar o carnaval na rua, com “Na Era dos Felipes, o Brasil era Espanhol”. A maratona de barracão começou pouco antes do Natal: a tricolor caxiense perdera seu galpão havia alguns meses e não tinha espaço para executar as alegorias. Com a conquista de um espaço na Zona Portuária, os carros começaram a ser feitos a toque de caixa, a menos de dois do desfile.

Clique para ampliarResultado: a finalização do trabalho se deu na concentração. Óbvio que não havia tempo de terminar tudo, mas a escola foi guerreira e tentou até o final. Com o relógio correndo, a ida ao mangue de muitos materiais e adereços era certa! Assim foi com os tripés de abertura. Eram leões que representavam a heráldica da família real espanhola, que foram prontamente atirados ao canal. Nunca mais foram vistos...


Mangue 2010

Logo mais, nosso bravo canal começará a fazer sua refeição anual. Monstros, beldades sem noção e foliões inconvenientes engrossarão as estatísticas de desaparecidos. Basta um “empurrãozinho” e pronto ... Já se vai mais um carnaval em que o mangue irá tragar em suas entranhas mais uma horda elementos que irão virar lenda. E se um dia a profecia se cumprir, numa noite de carnaval, eles surgirão dos esgotos e farão seu desfile aquático rumo ao mar. A Baía de Guanabara, enfim, se transformará em uma grande apoteose!

Permalink »    Debater no Espaço Aberto »

Últimos textos publicados:

  1. As Mágicas Luzes da Avenida
    05/02/10 - 13:25

  2. Um Clássico de Craques na Avenida
    13/01/10 - 01:31

  3. 2010... Nota 10!!!
    30/12/09 - 12:44

  4. Cordel à J30
    14/12/09 - 17:12

  5. Ploc Samba
    27/11/09 - 11:09

arquivo

participe

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

© 2000-2013 - Galeria do Samba - As Escolas de Samba do Rio de Janeiro
Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017 - 17:23:03 | Expediente e Créditos |  Administração

Informe email e senha